E da calma que espreguiçava os seus braços para o apanhar numa ataraxia convulsa e omnipotente, o seu céu rompeu o manto chorando as mil e umas babilónias que fazem o destino ser assim, atrapalhado numa espiral de opróbrios insanos espelhados na face dos restos que ficaram, ele é assim, um hiato final e eterno sem ter a vastidão da sombra que o persegue. Persegue-o por lagos secos a que ele chama sentimentos. Oh que dislexia de espirito em tamanha podridão de astenias e desassosegos espinhados que lentamente acoplam-se a ele por toda a galaxia de expectoração que o abraça, e esmaga lentamente, como uma perplexia onírica ao qual ele adora verosimilhar-se. É a sua membrana tóxica que rasga a pele para se apoderar de rastejos sorridentes e oblíquos. Não é porém no rastejar dos seus jardins hedonisticamente adornados que o seu jubilo se encontra, é onde a navalha corta uma imensa tapeçaria de vidros que se imiscua para reflectir aquilo que somente ele vê na sua alma, um buraco respiratório vazio em que o aperto de ventosos tentáculos se desdobram no desgarrar da miséria e da efemeridade dos resquicios de comemoraçoes sem qualquer hipotese de repristinação. Mas porque hipóteses quando a vida é tão fricativa? Ergeu entao a cabeça e consultou as aleas rectificando os pulsos cortados por suaves luares que passou a edificar. Pensou ter vivido até que acordou e viu a morte tão cravada na pele como próteses versificadas. O cariz da existência lúdica ou qualquer polissíndeto que o transfigurava em cobertores cadavéricos advertindo o hoax de irradiação de terminais nervosos. A morte caía com tempo sobre todos os que a entoavam, não terá ele cantado o seu fim? Nada advém da procrastinação senão a duvida de um futuro com a boca gentilmente envolvida por fita adesiva para que não escorregasse na tentação de mandar pela montanha abaixo o designio ficcionado de todos aqueles que não arquitectam a sua propria existência e morrem como lírios numa noite de tempestade. E tal noite desenhava-se de tormentas onde ele calibrou pensamentos e sacrificou-os em nome de Deuses inapropriados que ainda viviam de analepses retalhadas. A copulação entre a amnésia e as insónias dirigiram-lhe um talvez não. A esperança já não podia pagar a renda a todas as lágrimas que lhe escorriam dos poros analógicos, tão comatosos e subalternizados e ele inalava o não querer olhar para o reflexo de cartilagens nuas. Já cansado de pastagens nuas e cruas comeu os seus sentimentos, mastigando um por um acabando com o seu passado.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
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2 comentários:
E eis que surge um novo lar dos oprimidos. Força no novo manicómio apologético à vossa demencia! o que está dito está dito em relação a este exercicio demente... aguardo xpectante por mais!
Parabens pela inovaçao e pelo novo espaço este texto define a frase" a uniao faz a força",casual inexperado e de uma qualidade brutal.you rock
Abraços
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